Descubro um jardim novo. Um pequeno recanto de natureza. Estou com saudades de estar com as árvores, estar com qualidade de estar.
Procuro conectar. Relaxo, permito que as impressões cheguem aos sentidos, noto o espaço e a presença dos seres ao meu redor.
Ligo-me a uma árvore. Encosto a minha cabeça a ela. E fico. Ligada. A deixar que ela alivie todo o peso mental que carrego. Sou eu e a árvore.
— Oh, estás a enraizar?
Alguém fala comigo. Bem, hmmm, sim! Aliás, não!, não estava a enraizar, estava a falar com a árvore. E depois fico a falar com a pessoa 🙂
Mais à frente, já de saída, outro grupo de árvores chama-me à atenção. Criam uma atmosfera de mistério entre elas. O desenho dos seus troncos negros, os ramos a afunilar, escurinhos no fundo verde, desperta-me os sentidos. E noto uma árvore em particular… vejo o seu rosto: faz lembrar um velho veado manso.
Entrar neste mundo mágico da natureza é entrar num mundo de encanto e deleite.

