
Respiro fundo, relaxo e noto a informação que chega à minha consciência a cada momento: sons, sensações, imagens, pensamentos… Observo, sem julgar. E isto gera-me um estranho efeito. Tenho a experiência de existir, em vez da ideia de existir. Testemunho que existo e isso é uma revolução.
Existir, estar em contacto comigo.
Testemunhar que existo é testemunhar a obra de Deus, é testemunhar o Criador.
E como é viver com isso?
Como é existir?
O que significa existir?
Sinto o peso, a magnitude dessa consciência. Consciência da imensidão da Criação e consciência que há um lugar para mim nela. Mais do que um lugar para mim… porque na verdade não é algo para mim, o foco não é o mim, o foco é o corpo de toda a Criação, o corpo vivo do Todo, no qual uma das suas células é o que acontece dentro das fronteiras daquilo a que chamo eu.
Tomo consciência dessa condição. Sou uma célula da existência.
Sentir-se pequeno… sentir-se o centro do mundo… ou sentir-se à margem da vida, é fácil. É fácil porque é acerca do eu.
Mas sentir-se dentro da existência traz outro sentido de responsabilidade. Não dá para não ver o Criador. Não dá para não se confrontar com a relação com Ele.
Afinal, que Jogo é este?
Image by cristian prisecariu from Pixabay






