Olho em volta. Sinto-me triste.
Que oceano de tristeza! Como se fizesse uma cova dentro de mim. Ocupa muito espaço. Desconecta-me da vida.
O oceano é preenchido de um nevoeiro cinzento. Está tudo escuro e parado.
Nesse oceano caem gotas de luz branca.
O fundo agora parece-me uma parede, metálica e lisa. Hmm, é um cano de água, largo, longo, fechado.
A água começa a fluir.
O cano saiu à luz do dia e transformou-se num semi-cano que percorre uma colina. A água é límpida e sinto o ar fresco, a amplitude do céu, o cheiro de montanha.
Uma nuvem formou-se. Sou uma gota de água que se liberta e viaja no vazio. Sente alegria. Busca o solo e sabe que o solo a busca a ela. E ao chegar funde-se nele.
Acolher o que está presente em mim a cada momento, com uma atenção amorosa que testemunha sem se identificar. Desdobrar o que está presente e ver o que acontece! Deixar que o significado da experiência e do simbolismo chegue à consciência.






